7 de fevereiro de 2008

Aconselhamento em caso de crise


I Coríntios 1.3-4 Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e o Deus de toda consolação, que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolados de Deus.


Partindo do princípio que somos seres humanos, estamos sujeitos a passar por crises. Desde o nosso nascimento até a terceira idade, enfrentaremos varias situações difíceis que poderão desencadear uma crise.

Mas o que é crise na verdade? Podemos conceituar crise da seguinte maneira, segundo escreve Jorge Maldonado:

“Um período temporário de desorganização circunstâncias do funcionamento de um sistema aberto, precipitado por que transitoriamente ultrapassam as capacidades do sistema para adaptar-se interna ou externamente”.

Normalmente as crises acontecem quando as pessoas não conseguem corresponder as exigências para a superação, que normalmente vem acompanhada por sintomas como: insônia; falta ou aumento de apetite; taquicardia; perda ou aumento de peso; estados de angústia, choro, depressão; apatia; dores de cabeça e/ou estômago; tensão muscular elevada; atitude de isolamento social.

Podemos destacar pelo menos dois tipos distintos de crises. A primeira delas seriam as crises desenvolvimentais, que são normais no sentido de que ocorrem como parte integrante do crescimento de muitas ou de todas as pessoas. Alguns deste são: o nascimento, a desmama, o apreender a usar o banheiro, o conflito de Édipo, a entrada na escola, a adolescência, o sair de casa, o exercício de uma profissão o ajustamento do matrimônio, a gravidez, dentre outros.

E observamos outro tipo de crise, que são as acidentais, onde sofrem por situações inesperadas, repentinas, como o nascimento de uma criança com necessidades especiais, operações cirúrgicas, acidentes, crises religiosas, desemprego, perda de um filho ou parente, etc. Acontecimentos que sobrevem as pessoas de forma muito brusca, sem permitir que preparem-se para tal. Nestes casos específicos, muitos não conseguem desenvolver mecanismos de reação necessários para vencerem estas situações, o que os levam a solidificar suas crises.

Nestes momentos, a pessoa do pastor ou conselheiro se faz muito necessária para a pessoa que sofre. Mas para que o aconselhamento alcance resultados satisfatórios, é necessário que o conselheiro faça uso de princípios auxiliadores que o possibilitem ajudar o aconselhando. Um método interessante, é oferecido por Clinebell, que poderá ser usado em aconselhamento de curto prazo.

I. Escute intensivamente e reflita sentimentos com solicitude;
II. Use perguntas com cuidado, a fim de concentrar-se rapidamente em áreas de conflito;
III. Ajude as pessoas a examinar o problema em sua totalidade;
IV. Forneça informações úteis;
V. Concentre-se nos principais conflitos, problemas e decisões de pessoa, com o objetivo de clarificar as alternativas viáveis;
VI. Ajude a pessoa a tomar uma decisão quanto ao próximo passo e a dá-lo;
VII. Quando necessário dê orientação prática;
VIII. Dê apoio emocional e inspiração a pessoa;
IX. Passar para um aconselhamento mais prolongado, se necessário, ou encaminhar para outro profissional.

O pastor ou conselheiro, precisa estar atento à presença de sintomas da crise, a fim de ajudar as pessoas a moverem-se em direções sadias de como lidar com o problema. Dentro do possível, é recomendado o acompanhamento da pessoa em crise até que a mesma esteja em condições de superar plenamente suas crises. Em alguns casos, a superação será mais rápida, mas em outros, se estenderá um pouco mais.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS

CLINEBELL, H। Poimênica e Aconselhamento em casos de crise. In: Aconselhamento Pastoral: modelo centrado em libertação e crescimento. São Leopoldo: Sinodal / São Paulo: Paulinas, 1987.