2 de junho de 2008

Não, aos oportunistas "artistas de púlpito" – Parte 1

Caros amigos e irmãos.


Hoje resolvi postar algo diferente como fruto de minha tristeza advinda de uma leitura feita dos “artistas” que vêem tomando nossos púlpitos de forma descarada e cara.
Muitas pessoas pagam caro numa faculdade, investem de 3 a 4 anos de labuta, além do tempo de especializações, dispõem-se no preparo do estudo e esboço, além do tempo em oração e consagração diante de Deus e no final são obrigados a ver isso que está acontecendo em nossos púlpitos? Ou mesmo, aqueles que com simplicidade, mas com um coração sincero e puro buscam de Deus uma palavra revelada para transmitir ao povo santo, precisam aceitar pessoas mau intencionadas poluindo o lugar santo, para fazerem anarquias sem nenhuma dor na consciência? Isso é inadmissível. Precisamos dizer NÂO!

Alguns Pregadores

Estamos passando uma crise de pregadores. Não estou dizendo que não haja pregador, mas poucos pregadores sinceros e ungidos. Quem chamar para nosso congresso? Eis a pergunta que não quer calar! Infelizmente perdemos um grande referencial nesta área, que era o Pr. Luiz Antonio de Ivoti/RS. Mas ainda temos os remanescestes que precisam ser valorizados.
Nossos púlpitos, em minha opinião nunca foram tão freqüentados pelos “artistas pregadores e cantores”. Homens e mulheres que encontraram uma forma fácil de viver a vida, digo fácil:

· Porque muitos deles não conseguiram se estabelecer numa vida profissional e então dizem ter recebido de Deus a chamada para viver pela fé. Aquela fé de viver pedindo para pregar ou mercantilizar o evangelho. O verdadeiro profeta de Deus precisa: Renunciar o mundo, denunciar o mundo e anunciar o evangelho ao mundo, vemos isso neles?
· Desculpe a franqueza, mas muitos destes não gostam mesmo de trabalhar, e vivem as custas do povo de Deus. Até o grande Apóstolo Paulo que dispensa apresentação, fazia tendas para não ser pesado a Igreja. Será que Paulo era ingênuo?
· Estes não estão preocupados em servir o povo de Deus mais serem servidos. Já que “artistas” são celebridades, devem ser tratados como tal, então exigem hotel a sua escolha, transporte seletivo, valor alto e certa quantia de sinal, e sempre chegam atrasados no culto para dar maior ibop. Já que uma das partes do contrato exige seus direitos, devem haver as obrigações, assim rege a lei. O que acham vocês caros leitores, lideres de departamentos e dirigentes de Igrejas, de estipularem “porcentagens” de pessoas batizadas no Espírito Santo, salvas e curadas?
· Não trazem um alimento quente e direto do trono, mas requentado, colhido na internet, sem nenhuma preocupação com o coração do povo e o pouco de bom que apresentam é interrompido pelas micagens para alegrar os mais incultos. Além, de pregarem as mesmas mensagens diversas vezes, quando a coisa não acontece, quando o “retété” não surge, começam a bater na noiva do Cordeiro, usando palavras medíocres e ou de motivação pessoal. Isso que caracteriza um pregador?
· Estão mais focados na quantidade do povo presente e na quantidade de oferta do que na direção de Deus para a mensagem. Entre eles fazem disputas para saber quem arranca mais dinheiro do povo, ou quem conseguem reunir a maior multidão. Ei...nosso inimigo não é o Diabo? Não temos que concorrer com ele?
· Conhecem as escrituras décor e salteado, não para pregar na inspiração, mas para impressionar. Estudam sobre motivação, neurolingüística, etc, tudo para atrair a atenção do povo e assim manipularem as massas. Isso edifica os irmãos que com sacrifício, depois de um dia sofrido de trabalho, vão até nossos templos?
· Com espiritualidade baixa, sem qualidade no conteúdo, despreparados na sã doutrina, com uma visão pragmática (do receba agora, determine e até mentalize), materialistas (pregam um Deus que deve ser buscado pelo dar), consumistas (estão sempre insatisfeitos com aquilo que possuem), nesta trilha holliwodiana, pastores e pregadores viram “artistas” e cantores viram “super-star”.

Culpados ou inocentes?

Amigos, não podemos cruzar os braços e permitir tal barbaria. Enquanto houver pessoas que os contratem, continuarão com os mesmo comportamentos. Já disse certo autor, comportamento permitido é comportamento ensinado. Prestemos mais atenção, apuremos nossos conceitos, sejamos mais seletivos e valorizemos os que com prudência, sinceridade e honestidade estão se esmerando no episcopado.
Eles são frutos do meio, e os “ovos” estão por ai, entre os “pneus”, “vidros” e “frascos abertos”. Se não forem tratados, serão os “artistas” do futuro, problemas para nossos filhos e netos.
Resgatemos a dignidade da nossa Igreja Evangélica brasileira, e que não sejamos mais alvo de chacota nos vídeos do YouTube, mas, como o Apóstolo Paulo escreveu ao Jovem pastor Timóteo 2Tm 2.15: Procura apresentar-te diante de Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade”.
Espero vosso comentário, posicionamento e oração. Mas saibam, a carapuça vem com tamanho certo, só veste em quem serve.
Logo postaremos a Parte 2.

Forte abraço

Pb. Ivan Tadeu

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