28 de agosto de 2008

A PESSOA DE CRISTO - BERKOUWER, G.C


BREVE RESUMO DO LIVRO:
BERKOUWER, G.C. A pessoa de Cristo. São Paulo: Edições da ASTE, cap. V, p 67-76.


O texto está centralizado na questão da cristologia no concílio de Calcedônia. Berkouwer trás alguns autores e faz uma análise se devemos estacionar no conceito elaborado em Calcedônia ou progredir.

Korff, um dos autores mais citados por Berkouwer, defende a confissão de 451, em suas definições negativas, defendendo que a confissão não pretendia definir o indefinível, mas confessar a Cristo como vere Deus et vere homo. E os advérbios negativos de Calcedônia são: sem confusão, sem mudança, sem divisão sem separação. Korff, devido experiências negativas com pretensos progressos que na verdade se enveredaram no afastamento das Escrituras, entendia como real perigo qualquer atitude visando progresso. Assim, compreendemos a antítese Korffiana, como regresso-progresso. Korff, associáva-se a definição de Nestório e de Apolinário que afirmavam: “tornando-se Calcedônia como ponto de partida, incorreu-se na tentação de explicar o como da Encarnação e concluir-se pela fusão das duas naturezas, ou quando menos, das duas vontades”. Por isso, resta somente estacionar na adoração do mistério proclamado por Calcedônia.

Honig posiciona-se da seguinte maneira: “A Cristologia não é susceptível de progresso e já foi formulada em toda sua extensão; no campo Cristológico, a definição atingiu os limites possíveis e não tenho a mínima dúvida em sustentar que a doutrina sobre Cristo Mediador não comporta qualquer progresso. Era mais um associada da linha Korffiana.

Pelo que é possível entender, o concílio não declara como é possível a união entre duas naturezas, mas “indica os limites que não devem ser ultrapassados”. Visando resguardar a dogmático Cristológica, evitando heresias.

A discussão se prolonga, onde para muitos devem estacionar em Calcedônia, afirmando-se que a fórmula não é para ser explicada é para ser aceita e mais, que a fórmula dogmática, não explica o mistério, indica o mistério. Para Berkouwer, a questão do progresso em analisar o tema não se relaciona a desenvolvimento logístico, mas de aprofundamento nas Escrituras. Assim sendo, quando se aprofundam na fiel escritura, encontram um progresso crescente na compreensão do próprio dogma.

Berkouwer, declara que a teologia nem sempre deve dizer coisas novas, mas ela se defronta sempre com situações novas que ameaçam a salvação dos homens e que precisam de novas respostas.

Enquanto Korff sofre de arrepio inato e ético diante de qualquer progresso, Berkouwer defende que a “reflexão cristã ideal não consiste num progresso formal, mas na expressão perfeitamente fiel da Escritura, crescentemente compreendida. Esta compreensão crescente capacita a Igreja para descobrir e rejeitar as heresias”. Afirma, que não há por que a Igreja ficar estancada em determinada definição e que não é possível fazer da Calcedônia o ponto final. Ressaltando que a reflexão dogmática não estão contidos em determinada decisão histórica da Igreja, mas na exegese, ou melhor, na própria Escritura.

Berkouwer, defende então o progresso numa linha exegética das escrituras visando alcançar e fortalecer o dogma, afirmando que “uma confissão não prevalece contra a riqueza e plenitude da Bíblia”.

Pb. Ivan Tadeu - (Parte de Trabalho apresentado na FEPAR)
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