26 de agosto de 2008

Saudades do Céu


Segundo um estudo britânico a palavra saudade está entre as dez palavras mais difíceis de traduzir no mundo. Mas nós sabemos que é um dos sentimentos mais profundos que temos. É como que naquele momento que sentimos saudades de algo ou alguém, voltamos no tempo e vivemos aquele período nem que seja por breves suspiros. Sentimos saudades de lugares da infância, de pessoas queridas que já partiram, de fases de nossas vidas... Particularmente, tenho saudades da casa de madeira onde morávamos lá nos idos de 80!

Mas como sentir saudades de um lugar que nunca estivemos como o céu? De um lugar que nem conseguimos imaginar como é direito? Seja sincero, é um pouco estranho não é? No entanto, o cristão verdadeiro, que tem Jesus morando dentro de si, tem sim uma saudade profunda do habitar de nosso Deus. É uma relação tão íntima que temos com o céu que Paulo disse que aquilo que tem mais valor e que representa mais um povo, que morremos de saudades quando estamos longe dela, que é nossa pátria, para nós (em Cristo) está nos céus: “Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, O Senhor Jesus Cristo” (Fp 3.20). Se nossa pátria está nos céus e de lá virá nosso Salvador, então sentimos saudades do lugar que Deus preparou para nós desde a fundação do mundo (Mt 31.34). É algo que somente a pessoa espiritual compreende “porque elas se discernem espiritualmente” (1 Co 2.14).

A verdade é que aqui não é nosso lugar. O Espírito Santo de Deus testifica em nossos corações que realmente somos como o personagem central do clássico de John Bunyan, “O Peregrino”. E quando estamos convictos que estamos de passagem, e encaramos a vida pela perspectiva celestial, vivemos de forma mais intensa e significativa os dias que o Senhor nos deu. Há um lugar maravilhoso nos esperando, onde a majestade e a glória de Deus são abundantes. Nada nesse mundo compara ao que Deus tem para nós, essa promessa é nossa, alegremo-nos nela, temos saudades e já contemplamos nosso lar como diz o hino 36:


“Da linda pátria estou bem longe;
Cansado estou
Eu tenho de Jesus saudade,
Oh, quando é que eu vou?
Passarinhos, belas flores,
Querem m’encantar;
São vãos terrestres esplendores,
Mas contemplo o meu lar”.



E. Henrique Pesch
Formado em Letras (Português-Inglês), Pós-graduado em Comunicação Corporativa, tradutor, revisor, professor de inglês/português e EBD.
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