5 de dezembro de 2008

TRAGÉDIAS VERSUS EXISTÊNCIA HUMANA.


18 Estando ainda este falando, veio outro, e disse: Estando teus filhos e tuas filhas comendo e bebendo vinho, em casa de seu irmão primogênito, 19 Eis que um grande vento sobreveio dalém do deserto, e deu nos quatro cantos da casa, que caiu sobre os jovens, e morreram; e só eu escapei para trazer-te a nova. 20 Então Jó se levantou, e rasgou o seu manto, e rapou a sua cabeça, e se lançou em terra, e adorou. 21 E disse: Nu saí do ventre de minha mãe e nu tornarei para lá; o SENHOR o deu, e o SENHOR o tomou: bendito seja o nome do SENHOR. 22 Em tudo isto Jó não pecou, nem atribuiu a Deus falta alguma.

Livro de Jó 1.18-22.

No percurso da existência humana encontraremos por muitas vezes situações que nos assaltam com notícias súbitas de tragédias, catástrofes e crises. Não foi diferente no texto acima citado. O patriarca Jó, foi de súbito informado das perdas e danos materiais, mais o que mais produziu em sua vida um baque, é a notícia que recebe de uma grande tragédia da natureza que dizima toda a sua esperança de perpetuar o seu nome na terra. Seus filhos foram engolidos pelo desabamento em uma de suas casas.

No verso vinte do texto acima observamos a atitude natural em que o ser humano reflete diante de uma tão grande perda. Jô retrata no ato de rasgar seu manto (manto aí, expressa uma peça de roupa da nobreza ou de pessoas de elevada posição social.) a dor que perpassa o seu coração pela perda de seus amados filhos.

O ato de raspar a cabeça, expressa um ritual comum na cultura oriental na terra de Uz, revelando assim o processo do luto em que Jó dava início. O luto é necessário na vida do homem, pois produz reflexões e alivia a sua dor no processo da perda.

É interessante perceber que obstante a crise que Jó está atravessando ele tem uma atitude nobre de integridade a Deus, no ato de lançar-se em terra e adorar, ele revela a submissão a Deus e expressa a consciência de que no processo da existência humana pertence ao homem atravessar pelos altos e baixos, pela alegria e pela dor, pelas crises e bonança, deixando bem claro nesta atitude que as perdas e o sofrimento fazem parte da lei da vida.

O reconhecimento de Jó em relação ao seu Deus que tem o direito de dá e recolher, mostra-nos uma atitude de submissão e integridade ao soberano Deus no processo de administrar o seu amor para com o homem.

Apesar da crise, dá dor, Jó ressurge expressando um louvor de adoração ao seu Deus, em suas palavras Jó declara: Bendito seja o nome do SENHOR.

Prezado leitor a tragédia última que envolveu o vale do Itajaí e o litoral catarinense atingiu pessoas de todas as classes sociais, raças, credos e gênero. Deus na sua presciência e amor, apesar da dor, perdas e a calamidade instaurada entre as famílias e cidades envolvidas, faz brotar no coração do homem a esperança e a fraternidade dando condições num processo lindo de solidariedade onde o Brasil e países do mundo unem-se para a reconstrução de uma nova Santa Catarina.

Pr Levi Silveira
Presidente da IEAD em Mafra
Secretário do Conselho Fiscal da CIADESCP
Diretor Executivo da FAEST - Mafra
Editor Chefe do Informativo das Assembléias de Deus em Santa Catarina
www.prlevisilveira.blogspot.com/
agisse2@hotmail.com
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