14 de janeiro de 2009

PROFISSIONAL DO FUTURO






Sabemos que as profecias de filmes de ficção científica ainda não chegaram a se concretizar no começo deste novo milênio, mas devemos nos conscientizar de que realmente estamos diante de um milênio miraculoso. Se uma pessoa tem falta de um certo órgão, os médicos conseguirão desenvolver um novo no mesmo lugar. Se uma pessoa tem o desejo de um certo sabor em sua comida, poderá adquirir um pó incolor, com 90% de proteína em sua fórmula, para obter este gosto. Problemas na pele? Não tem problema, desde os anos 70 os cientistas têm trabalhado na regeneração da pele humana. Bateu o carro ou danificou partes de sua casa, não se preocupe, já existe um metal chamado nitinol que consegue desamassar sua própria superfície sem esforço.




Mesmo diante de inúmeros milagres que este milênio possa trazer, pouca coisa pode-se predizer com certeza. Não sabemos se nossos netos terão suas luas-de-mel no espaço ou no fundo do mar, se teremos robôs escravos ou máquinas do tempo. O que sabemos é que estes milagres só serão possíveis graças ao mesmo gênio: o computador. Esta máquina 130.000 vezes mais rápida e inteligente que a dos anos 70, provavelmente será 130 milhões de vezes melhor em três décadas. Talvez nem precise da ajuda humana para se reproduzir. Todo este processo até certo ponto onírico tem sido alvo de muitos, especialmente cientistas. Para alguns estaremos entrando no paraíso e para outros no inferno.




E qual será o efeito deste avanço tecnológico nas profissões do novo milênio? Não podemos negar o fato de a tecnologia ser a bússola em casa, na escola e no trabalho. Porém, de acordo com especialistas da área, não há nada estável, permanente ou definitivo no mercado de trabalho. Não foi somente a informática que revolucionou tudo o que imaginávamos a respeito do tempo, distância, empregos estáveis e profissões respeitadas por nossos avós. Todas estas drásticas mudanças têm nos impressionado por um lado, e por outro têm abalado nossos conceitos a respeito de segurança e estabilidade. Há muitas dúvidas: se a carreira tal é a certa pra seguir, se é uma área promissora e se está em ascensão. Segundo consultores de RH, o profissional do amanhã será gerente dele mesmo e o futuro valorizará o profissional da inteligência. Dizem que esta inteligência está na fusão de campos de conhecimento e na mistura de tecnologias. Estar apto para mudar de ocupação no momento em que for preciso será um dos requisitos, pondo um fim naquela idéia de profissões seguras e estáveis de 30 ou 40 anos atrás. Relacionado a esta mesma inteligência, tal profissional não será, ou melhor, já não é só avaliado por suas habilidades técnicas, mas também por suas qualidades pessoais como ética, relacionamentos, criatividade, boa comunicação, e o que está em alta agora – sua inteligência emocional. O desenho do plano de carreira e do desenvolvimento pessoal, aliado ao investimento para o seu sucesso, será essencial ao profissional do futuro. De acordo com Noely de Carvalho David, diretora da Associação Paulista de Recursos Humanos – APARH, “a formação acadêmica do estudante deve estimular também a cultura empreendedora e não apenas formar profissionais com síndrome de emprego”. Deve-se contextualizar seus conhecimentos às oportunidades de trabalho. O estudante que seguir tais conselhos, e se aplicar em seu desenvolvimento, independentemente da área profissional em que for atuar, terá sempre espaço no novo cenário. Por isso é importante o estudante escolher a área pensando em fazer o que gosta e gostar do que faz, mantendo os olhos abertos para seu permanente aperfeiçoamento.




Muitas são as incertezas, indefinições e desconfianças do futuro. Ninguém sabe com exatidão o que há de vir, mas devemos continuar a nos desenvolver a cada dia. Possa Deus iluminar e guiar nossos passos e que a perseverança em crescer seja real para alcançarmos sucesso neste novo milênio.

E. Henrique Pesch Formado em Letras (Português-Inglês), Pós-graduado em Comunicação Corporativa, tradutor, revisor, professor de inglês/português e EBD.
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