26 de fevereiro de 2009

A síndrome de Nietzsche


Por: João Cruzué

Friedrich Wilhelm Nietzsche nasceu a 15 de outubro de 1844 em Röcken, próximo a Leipzig. Era filho, neto e bisneto de pastores protestantes, carreira que o próprio Nietzsche desejava seguir. Na escola era uma criança alegre, aluno exemplar, seus colegas o chamavam de "pequeno pastor". Compunha canções e escreveu seus primeiros versos para o Grêmio literário. O que aconteceu depois disso para que o "pequeno pastor" mudasse tanto ao ponto de morrer solitário, desviado e louco? Desejei escrever algumas linhas sobre este assunto para que Deus possa iluminar o caminho de cristãos que desejam alcançar muito conhecimento sem levar em conta os perigos de ir além dos limites da própria fé.



O primeiro a cair da graça por causa da presunção, a Bíblia mostra que foi Lúcifer. Depois dele, a primeira pessoa a se encantar com a possibilidade de conhecer toda ciência tanto do bem quanto do mal, foi Eva - por duvidar de Deus e curiosidade feminina. O terceiro grande sábio que se aventurou além dos limites da Lei e caiu foi o Rei Salomão. Aconteceu com Nietzsche a mesma coisa no século XIX.



Em 1858, com 14 anos, foi estudar na escola de Pforta. Por influência de seus professores começou a ler Schiller, Hölderlin e Byron. Foi lendo essas coisas que Nietzsche começou a descrer no cristianismo. Era um jovem promissor. Destacado aluno em alemão, latim, grego e excelente em estudos bíblicos. Conhecia os clássicos gregos de Platão, Ésquilo e Teógnis.



Em seguida foi estudar teologia e filosofia na Universidade de Bonn - a melhor da Alemanha em sua época. A guinada em sua vida de futuro pastor protestante aconteceu, quando ele se deixou enganar pelo canto da serpente, na época,seu professor predileto - Ritschl. Ritschl convenceu Nietzsche de que seu talento seria melhor aplicado na carreira de filologia, considerada pelo "mestre" não apenas como a história das formas literárias, mas o estudo das instituições e do pensamento. O discípulo seguiu as pegadas do mestre e foi se ocupar com estudos de Diógenes Laércio, Homero e Hesíodo. Com 25 anos, Nietzsche foi nomeado professor de filologia em Basiléia. Voltou a se interessar por filosofia ao ler "O mundo como vontade e representação" de Schopenhauer.



O ateísmo de Schopenhauer completou o trabalho que o diabo iniciou pelos conselhos de Rithschl. Os planos de Deus para a vida de Nietzsche malograram. Ele não foi pastor, não foi feliz, perdeu a saúde, não foi correspondido no amor, ficou sem amigos e morreu louco. Nietzsche rompeu o muro dos limites da fé e do outro lado encontrou uma serpente que o envenenou. Hoje ele é lido e aplaudido como o filósofo do século, mas foi uma mas criaturas mais infelizes de seu tempo.



Seria muito maldade de minha parte listar nas próximas linhas os grandes jovens de Deus que caíram por seguir conselhos malignos para aventurarem-se em carreiras acadêmicas diametralmente diversas de suas chamadas. Com literaturas materialistas, ateístas, espiritualistas, clássicas e eróticas. O salmista foi muito claro: Não porei coisa má diante de meus olhos!



Se você é um cristão fiel, dedicado, cuidado com as carreiras e literaturas malignas que o diabo tem preparado para subverter o propósito de Deus na sua vida. Não extrapole os limites da sua fé: O que adianta ganhar o mundo inteiro com um saber que vai levar sua alma à perdição?



Postar um comentário