23 de julho de 2009

Enquanto uns Choram, Outros Vendem Lenços!

Olá caros leitores!
Nesta manhã resolvi postar algo um pouco diferente do acostumado. Um artigo de Cesar Souza, um grande palestrante, empresário e escritor da atualidade, que aborda uma temática bastante interessante. Espero que gostem. A todos nosso abraço!
No momento da maior crise de todos os tempos no mundo da indústria automotiva, pelo menos uma montadora está se expandindo e pretende sair fortalecida: a FIAT que sob a liderança de Sergio Marchione está se tornando, com a aquisição do comando da Chrysler, na sexta maior empresa do setor – atrás da Toyota, GM, Volkswagen, Renault-Nissan e Ford. Todas estão enfrentando desafios gigantescos, com destaques preocupantes para a nipo-francesa e a combalida GM.

A liderança da Fiat nos negócios da Chrysler vai produzir uma virada e tanto na tradicional montadora americana em pelo menos dois aspectos: (I) tecnologia para fabricação de carros menores e mais eficientes e (II) na penetração no mercado da América Latina, onde a empresa americana vendeu no ano passado apenas pouco mais de 12 mil veículos.

Meu vizinho no condomínio onde moro estava bastante preocupado hoje pela manhã. Ele é proprietário de um grande utilitário esportivo da Chrysler, um modelo importado – já que a marca não possui nenhuma fábrica no Brasil. Ele adquiriu esse tradicional gosto americano pelos grandes veículos durante o período que residiu na Califórnia. No elevador, me perguntou se eu achava que a Fiat iria ou não manter os poucos 32 pontos de venda que a Chrysler possui no Brasil, o que garantiria a assistência técnica à qual estava acostumado. Afinal – disse-me ele: “a gente compra hoje um carro não é só pelo produto, mas pela qualidade dos serviços que espera receber”.

A estratégia de Marchione é bastante ousada. Desde 2004 ele já montou cerca de 30 associações em vários países do mundo como na Rússia, na Índia, na China — só nesse país a nova fábrica que será construída em parceria com o Guangzhou Group pretende produzir 140 mil veículos por ano.

Você acha que Marchione está certo em expandir a FIAT na hora da crise ou ele deveria ser mais cauteloso e esperar a poeira passar? E no futuro, terá ainda lugar o sonho americano das grandes pick ups, utilitários e automóveis grandes?

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