20 de maio de 2011

“Lei da Palmada” causa polêmica


Anunciado há menos de um mês, um projeto do Legislativo tem causado polêmica por tocar em um assunto delicado: a forma como os pais devem educar seus filhos. Apesar do consenso de que surrar uma criança é errado, nem todos são tão convictos quando o assunto é uma "palmadinha". A atual redação do artigo 227 da Constituição Federal de 1988, é dever da família em relação à criança e aos adolescentes “colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão”. No entanto, o projeto de lei 2.654/2003, a chamada "Lei da Palmada", proposta pela deputada Maria do Rosário (RS), pretende proibir a adoção de castigos moderados.

Para alguns pais, como o aposentado Antônio Luis Moreira, do Sagrado Coração de Jesus, a lei representa uma interferência direta do estado na forma como os pais devem educar os filhos: “Tenho oito filhos. Sou contra a lei, pois uma palmada de vez em quando resolve na educação. Quando era menino, apanhava muito, e hoje penso que, às vezes deveria ter apanhado mais pelas artes que fazia. Uma palmada resolve sim”, observa. Para o aposentado, a mudança na forma de educar os filhos já tem apresentado resultados negativos e tende a piorar com a nova lei: “Eduquei meus filhos dessa forma e hoje me respeitam muito. Meus netos já são diferentes, pois meus filhos já não deram a mesma educação. Antes meu pai só de me olhar eu já abaixava a cabeça, pois tinha respeito, hoje não vemos isso mais”, lamenta.

Nesta sexta feira, dia 20 de maio, o jornal Gazeta do Povo - Ctba- PR, informa que a Lei da Palmada volta ao bebate em Brasília, motivado pela Senadora Marta Suplicy.
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