21 de novembro de 2014

Atitudes e ideias para vencer a gagueira



Para o nosso conhecimento e análise, divulgo este relevante artigo da Profª. Vera Serra, que realiza curso de comunicação verbal e oratória, em Salvador: “O medo de gaguejar aumenta a gagueira, procure aceitá-la! Ao falar relaxe todo o corpo, respire nas vírgulas e pontos, dê pausas, não se preocupe com o outro, pois a gagueira incomoda mais a si próprio do que aos outros. Fale cantando, pois ao seguir um ritmo, a gagueira melhora.

Procure se socializar mais, brincar, ser descontraído, pois costuma relaxar e melhorar a auto estima e desinibição. Relacione-se, pois o elogio de um amigo ou professor, fortalece a autoconfiança. Ria, brinque com você mesmo enquanto fala – a mente relaxada aceita melhor os erros e treinamentos. Sinta-se feliz a cada degrau alcançado. Repita palavras positivas enquanto estiver falando.

1) Estou melhorando, estou vencendo a cada dia.
2) Pronuncie as palavras como se elas fossem oxítonas ou sílaba por sílaba.
3) Marque no texto onde você deve fazer pausas menores e maiores.

A gagueira e o medo de apresentar-se começa a perder força quando você se sente mais fortalecido, é elogiado e se vê melhorando. Aí você percebe que os resultados, seu entusiasmo e a rede de contatos ampliada, são maiores que o medo de falar.

Fique na frente de um espelho e fale sobre qualquer coisa – como foi seu dia, como está se sentindo e veja a gagueira desaparecer. Falar em frente a um espelho não é a mesma coisa que conversar com outra pessoa; porém este exercício deve lhe dar uma boa carga de confiança. Lembre-se de como você falou bem em frente ao espelho enquanto se preparar para conversar com outra pessoa.

Leia livros em voz alta. Não estabeleça ritmo para falar, não é competição do mais rápido, fale em ritmo moderado. O que lhe define não são seus erros – mas sua perseverança. Poderá perder algumas batalhas, mas vencerá a guerra. Até que melhore, evite situações que lhe deixem ansioso, busque ambientes que lhe tranquilizem.

A gagueira é uma questão social, também, porque a reação do ouvinte é muito importante. O gago espera causar boa impressão; espera que o ouvinte o entenda, elogie e aprove. As pessoas não gaguejam quando estão sozinhas, se notar que alguém se aproximou, começará a gaguejar.

Nenhum gago gagueja falando com o próprio cachorro ou com um bebezinho, porque a exigência da comunicação desaparece. Sem cobrança, ele consegue falar bem. Isso pode reforçar a ideia de que a gagueira é um fenômeno só psicológico. No entanto, há outros fatores envolvidos.

A expectativa de ter que falar gera tensão, que é um componente físico e a musculatura não obedece. É como se a palavra ficasse presa. Por que falando com o cachorro, com o bebê ou sozinha isso não acontece? Porque não havendo necessidade de preparar a fala, não existe ansiedade nem tensão. A pessoa força até a palavra sair, mas gagueja e vai ser assim enquanto não aprender que não pode lutar. Precisa cancelar a luta. Diante da palavra temida, percebendo que vai lutar, a pessoa deve parar, desmanchar a postura articulatória, relaxar e tentar pronunciá-la de forma suave. No começo, não consegue fazê-lo numa situação de estresse ou pressa, mas repetindo a técnica, automatiza o comportamento e melhora.

Se você está falando, percebeu que vai lutar, pare e relaxe a musculatura, como o faz quando cai a linha numa ligação telefônica ou alguma coisa lhe distraiu a atenção.

Além disso, frequente um curso de Oratória para trabalhar a desinibição e socialização e um fonoaudiólogo/a para reforçar o tratamento”, concluiu Vera Serra.

Fonte: www.veraserra.com.br

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