30 de maio de 2016

O sofrimento não é tão mau assim




Jó 5:18 “Porque ele faz a chaga, e ele mesmo a liga; ele fere, e as suas mãos curam’.

Temos sido influenciados pela filosofia Hollywoodiana, onde filmes, em suas diversas cenas germinam a semente da fantasia nas mentes das pessoas, fazendo que de uma forma ainda que inconsciente, fujam da mais pura realidade.
Vejo que expressões que são intrínsecas ao ser humano são rejeitadas, devido à influência recebida. Nós normalmente fugimos da dor, do choro, das lágrimas. Todavia, são realidades inevitáveis na carreira humana, pois viver é estar disposto a se alegrar e chorar, a ganhar e perder, ter momentos de felicidade como de tristeza( Eclesiastes 3). Mas quando vemos os filmes, projetamos uma vida de repleta realização sem muito esforço e dificuldade, me pergunto: Como nossos jovens tem reagido a esta influência? Será que não estamos sendo enganados pela ilusão do fácil, prático e imediato que só trará decepções para uma geração que busca o irreal e foge do que vê e sente.
         Quando nos deparamos com nossas limitações e incapacidades, somos obrigados a reconhecer que não somos super-homens, nem mulheres maravilhas, somos obrigados a descer do pedestal, aceitar nossa humanidade, e voltarmos ao estado original preestabelecido por Deus, a sermos barros.
         Mas como Deus é perfeito, Ele deixou algo que facilmente nos faz lembrar de nossa situação frágil e dependente, não que se agrade desta fórmula, mas é o meio eficaz de desmascarar nosso ego inflado.
         O sofrimento é basicamente uma forma ou oportunidade que nós seres humanos temos para nos consertar, e voltarmos à posição desejada por Deus. Nossa sociedade impaciente e enferma, não pára para refletir sobre sua conduta diária, e quando estamos em meio a algum sofrimento ou até mesmo algo mais grave que nos leve a uma enfermaria, recebemos o nome de “PACIENTES”, onde voluntariamente ou não somos forçados a pacientar-se e esperar, e enquanto esperarmos refletimos e normalmente olhamos para cima, lembramos de Deus.
         Não desejo fazer apologia de uma teologia do sofrimento, mas tenho pesquisado e experimentado que esta linha de pensamento além de ser real e puramente verdadeira, sabe-se que é na contemplação da alma que encontramos Deus, conforme já dizia alguns teólogos.

C. S. Lewis “Nos nossos sofrimentos Deus usa megafones”.

A W Tozer “Dificilmente Deus usará um homem que não o tenha ferido profundamente”.

A palavra de Deus diz em:  Jó 5:18 Porque ele faz a chaga, e ele mesmo a liga; ele fere, e as suas mãos curam’.


         Entendo com isto, que os momentos do silêncio do sofrimento, da angustia, das interperes da carreira cristã, podem ser usadas para nos tornar mais aguçados a ouvir a voz de Deus, que fala de forma diferenciada e objetiva aos nossos corações, que satisfaz nossas necessidades humanas, que nos consola, nos aconchega nos seus braços de Amor.

         Estimulo você a não desistir se estiver passando por tempestades na sua vida, pois a maré se aquietará, e você saberá o para que passou por tudo isso.
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